No dia marcado para os trabalhadores em educação manifestarem
sua indignação em relação ao caos na escola pública e o seu desmonte promovidos
por Aécio Neves e Antônio Anastasia, encontramos o pátio da ALMG cercado,
inacessível. Chuva caindo e o povo impossibilitado de ocupar um espaço que, ao
menos teoricamente, é seu.
Mesmo com todos os obstáculos impostos, conseguimos entrar na
ALMG, que a essa altura já tinha sido abandonado pelos nobres deputados.
Plenário vazio, reuniões e audiências suspensas. Nenhum representante do
governo queria mostrar a cara para os educadores. Medo, ou constrangimento por serem eles co-algozes, co-autores do massacre da educação pública mineira nos últimos dez anos, imagino.


Como não somos uma categoria que desiste fácil dos seus
objetivos, adentramos a ALMG, e por bastante tempo aquela
Casa ficou ocupada por milhares de Educadores que cobravam respostas do Governo
sobre os inúmeros problemas da educação mineira.
Realizamos uma atividade cultural de abertura enquanto era
negociada uma reunião com o governo, que insistia que não se reuniria. Não
admitimos que o governo feche as portas num momento de tantas incertezas para a
categoria. Não é possível vivermos de entrevistas coletivas que nada trazem de
concreto e que têm o objetivo de passar uma falsa imagem de tranquilidade, que sabemos,
não existe. Diante da recusa do governo em nos receber, decidimos ocupar
a ALMG até que conseguíssemos agendar uma reunião.
Do lado de
fora da Assembleia, nossa coordenadora Beatriz Cerqueira, dava informes,
esclarecimentos e denunciava as inúmeras tentativas do governo de tentar
dividirmos enquanto categoria e ressaltava a importância de lutarmos juntos.
A grande
participação da categoria foi uma resposta contundente às tentativas escancaradas
da Secretaria de Educação de intimidar os trabalhadores e desacreditar o
sindicato. Não deu certo. A categoria compareceu maciçamente
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| Educadores ocupando o interior da ALMG |
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| Educadores ocupando o interior da ALMG |
É importante ressaltar a participação da categoria, que
atendeu o chamado da luta e compareceu em peso. Foram milhares de educadores
vindos de todas as regiões do estado. Muita gente que veio pela primeira vez,
muitos companheiros de tantas lutas. Nossa estratégia era exatamente a ocupação
da ALMG, o que não poderia ser dito em microfone aberto, e conseguimos isso.
Permanecemos dentro da ALMG até as 23:00, quando depois de
muito tumulto, momentos de tensão, e
até de agressões físicas por parte da
Polícia Legislativa, conseguimos que o governo cedesse e uma reunião foi
marcada para hoje, 04 de abril, às 15
horas. É um primeiro passo da nossa luta. Conhecemos o governo com o qual
estamos travando essa luta. Sabemos que não é um governo que tem o diálogo como
princípio.
Arrancar essa reunião foi uma vitória importante. Vencemos
uma batalha, mas, é importante nos mantermos mobilizados. Essa é apenas uma
primeira reunião, porém, para dar respostas satisfatórias aos problemas da
educação, e a esse momento tão crítico na vida funcional de tantos
trabalhadores em educação será preciso muito mais que uma reunião.
Nossa união e disposição de luta é a única coisa que poderá
modificar a situação de descaso em que se encontra as Escolas Públicas e por conseguinte, a Carreira do Magistério
Estadual.
Portanto, que estejamos FIRMES NA LUTA!!!
Por: Adriano de Paula
Calendário de Luta
08/04 Audiência Pública (na ALMG, às 9:00)
24/04 Assembleia Estadual com Paralisação das Atividades (14:00)
24/04 - 30/04 Semana Nacional da Educação



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