Nos últimos 12 anos Minas Gerais escreveu os piores capítulos na história da Educação Pública Estadual. Um período marcado pelo desmonte da Escola Pública, pela precarização do trabalho e da carreira docente e pela implementação de uma pedagogia do medo no interior das Escolas.
Nesse contexto, coube as SREs o papel de perseguir e assediar os educadores, em especial os que ousavam lutar em defesa da Escola Pública. Foram 12 anos em que as Superintendências foram ocupadas por indicados políticos que se transformaram em verdadeiros capatazes a serviço do Estado, contra a Escola, os Educadores e a Comunidade Escolar.
Passadas as eleições e derrotado o grupo responsável pela "Década Perdida da Educação Mineira" fica a esperança de dias melhores para a Educação Estadual. A esperança de mais diálogo e menos perseguição, mais democracia e menos imposições, mais participação e menos arbitrariedades.
Essa é a nossa esperança. Esperança que se fortalece com o movimento que ganhou força e se alastrou por todo o Estado. São as Plenárias Regionais "Democratização das Superintendências Regionais de Ensino". Essas Plenárias de Educadores se constituem como um espaço de escuta da categoria. Nelas os educadores têm discutido o papel das SREs e apontado nomes que poderão ser indicados pelo Governo do Estado para conduzir as SREs a assumirem seu papel de apoio pedagógico as escolas e de pensar e articular, pedagogicamente, a escola que queremos.
Não nos cabe a garantia de que serão confirmados os nomes apontados pela categoria. Porém, estamos fazendo nosso papel. Pensando a escola e o sistema educacional que queremos, estamos apontando o caminho. Se seremos ouvidos não sabemos. Importa saber que nunca fugimos e jamais nos ausentaremos da luta por uma Educação Pública de Qualidade. Mais do que nunca nos manteremos firmes pela reconstrução da Escola Pública Mineira.
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| Plenária em BH 16/12. A categoria apontou os nomes de Idalina Franco para Metropolitana A. Webster Metropolitana B E Igor Andrade para Metropolitana C. |

